Redação
Um agente funerário de 42 anos foi preso na quarta-feira (9) em Uruaçu, no norte de Goiás, suspeito de desviar mais de R$ 50 mil provenientes da venda irregular de túmulos, reformas e manutenção de jazigos. De acordo com a Polícia Civil, ele utilizava o nome da empresa onde trabalhava para oferecer os serviços, mas desviava os valores para sua conta pessoal ou recebia em espécie.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Sandro Leal, outros dois suspeitos também são investigados. Até a última atualização desta reportagem, os nomes dos envolvidos não haviam sido divulgados, e não foi possível localizar suas defesas.
Ainda durante o inquérito, o principal investigado teria tentado intimidar o gerente da empresa, o que, segundo o delegado, motivou a prisão preventiva para evitar interferências nas apurações.
Durante a operação policial, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, R$ 6.636 em dinheiro, uma arma longa do tipo mosquete e duas munições calibre 7.65.
Conforme a investigação, o agente funerário oferecia os serviços diretamente aos clientes usando as instalações e o nome da empresa. Quando a venda era fechada, ele emitia uma falsa ordem de serviço fora do sistema oficial da empresa, desviando os valores.
“Quando a pessoa ia lá comprar um jazigo, uma lápide ou um conserto, ele fazia tudo por fora da contabilidade. O dinheiro ia direto para ele”, detalhou o delegado.
Até agora, dez vítimas foram identificadas, sendo que cinco já prestaram depoimento. Algumas chegaram a ter os serviços realizados, mas sem qualquer vínculo com a empresa, enquanto outras sequer receberam o que contrataram.
O principal suspeito pode responder por estelionato, furto qualificado, associação criminosa e coação no curso do processo. A Polícia Civil acredita que mais vítimas podem surgir e orienta que pessoas que tenham contratado serviços da empresa e desconfiem de irregularidades procurem a delegacia de Uruaçu.
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